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Semana do Sono no DF abre debate sobre impactos de noites mal dormidas

Evento no Hospital Regional da Asa Norte inicia programação gratuita de conscientização Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Dificuldade ...

Evento no Hospital Regional da Asa Norte inicia programação gratuita de conscientização

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Dificuldade para dormir, acordar várias vezes durante a noite ou levantar com a sensação de cansaço. Todos são sinais comuns da insônia, um problema que pode afetar diretamente o bem-estar e a qualidade de vida. Quando o sono não ocorre de forma adequada, o organismo sofre impactos que vão desde irritabilidade e falta de concentração até prejuízos mais amplos à saúde física e mental.

No Distrito Federal, o problema tem alcançado um número relevante de pessoas. De acordo com o mais recente perfil epidemiológico sobre o hábito de vida do brasiliense, divulgado neste ano pela Secretaria de Saúde (SES-DF), 31,1% dos adultos relatam sofrer com insônia. O levantamento também mostra que 20% dizem dormir menos de seis horas por noite, o que é considerado uma duração curta de sono. 

“É nesse ponto que precisamos chamar a atenção. Muitas vezes, a insônia é causada por nossos hábitos. A exposição excessiva à luz emitida por telas de celulares, televisores e tablets, mesmo a iluminação artificial, inibe a produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo sono-vigília. Além disso, a ausência de uma rotina ideal de sono contribui para o desenvolvimento da insônia”, explica a pneumologista e médica do sono do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Géssica Andrade.

Os dados foram levantados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, com informações relativas aos anos de 2006 a 2024. Os indicadores relacionados à duração e à qualidade do sono passaram a ser monitorados no Vigitel a partir de 2024.

Conscientização

Em todo o Brasil, unidades de saúde promovem atividades durante a Semana do Sono 2026, um movimento dedicado à conscientização sobre o tema. A mobilização teve início na última sexta (13) e segue até quinta-feira (19).

O objetivo da iniciativa é ajudar a população a reconhecer os sintomas de um sono ruim, identificar quando é necessário procurar um especialista e adotar bons hábitos que favoreçam noites mais reparadoras.

No DF, a abertura ocorreu no auditório central do Hran. As atividades são gratuitas e abertas a todos. Nas ações, as equipes buscam destacar que a falta de sono de qualidade afeta o dia a dia e pode contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças que poderiam ser evitadas com uma rotina que considere bons hábitos. 

“Inicialmente, a privação de sono pode causar sonolência diurna, comprometimento da memória e déficits de atenção. A longo prazo, podem surgir hipertensão, diabetes e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Todas essas condições estão associadas à má qualidade do sono”, elenca Andrade. 

Confira aqui a programação dos próximos dias: https://semanadosono.absono.com.br/index.php/programacao/.


Fonte: SES/DF


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